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Fazendo a D. Maria I

Gente, é muito ódio para meu coração, tenho que desabafar. Tem muita coisa que eu odeio, mas eu odeio muito, que me deixa louca: - Histeria sem medida (há que ser histérica, posto que se é mulher, mas há que se manter a classe e o volume baixo) - Bolsas da Betty Boop, do Snoopy e afins (quando eu vi uma senhora com a bolsa da Moranguinho, eu quase tive um treco) - Mulher que só fala em homem - Homem que só fala em mulher - Gente prolixa - "Pobrema", "pranejamento" - Quem compra na 25 e jurapordeus que é Louis Vuitton original - Quem "força" a amizade - Compra e venda de favores / O 'jeitinho brasileiro' - Quem só falta entrar no ônibus com o guarda-chuva aberto por causa da escova - Homens que sentam arreganhando as pernas (sim, sei que todos fazem isso) - Quem entra em fila pelo simples motivo de ser uma porra duma fila (e têm a pachorra de perguntar "essa fila é pra quê?") - Um pseudo-amigo, sem noção, que surge no MSN falando que sonhou com você (bloqueio sem dó) E, principalmente, odeio quem me acha chata só por odiar essas coisinhas insignificantes (em verdade, eu não ligo, mas achei que cabia mais um "ódio" aqui)
Escrito por Cris às 13h40
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Para tudo há salvação: O arroz virou papa? Junte um ovo, um punhado de cheiro verde bem picadinho, algum vegetal ralado, queijo ralado e farinha de trigo até dar o ponto de virar bolinho e frite em óleo bem quente. O macarrão cozinhou além do ponto? Não escorra. Junte na mesma água alguns vegetais cortados em cubos pequenos, um cubo de caldo de carne e faça uma sopa. O feijão queimou? Peça uma pizza. Colocou muito sal na comida? Sirva juntamente com uma grande jarra de água. O bolo solou? Sirva com sorvete e diga que é um brownie. Como tirar cheiro de alho das mãos? Esfregue pó de café. Como tirar cheiro de pó de café das mãos? Esfregue um peixe. Como tirar cheiro de peixe das mãos? Não me faça ser mal-educada.
Escrito por Cris às 10h10
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Sábios conselhos de pai: "Brincadeira de mão não dá pé" Essa em aprendi ainda muito pequena, mas eu nunca levei a sério e vivia na porrada com meus irmãos (admito que mais apanhava do que batia). "Anote tudo, não confie na memória". Esse é a minha lei. Quando uma pessoa começa a me pedir milhões de coisas, eu logo pego um papel, uma caneta e começo a anotar. Aliás, eu sempre tenho rascunhos à mão e tenho mania de fazer listas. Das listas de compras às listas mais bizarras do tipo "misturada": - e-mail professor - fazer unhas pés - alface - cabide - carregar pilhas "Nunca durma quando estiver cozinhando" Certa vez eu coloquei umas beterrabas pra cozinhar, fui até o meu quarto e deitei um pouquinho pra descansar as pernas. Dormi profundamente menos de 2 minutos depois. A água da panela secou e eu só acordei com o vizinho gritando que tinha algo queimando. Era a porra da panela. Ninguém se machucou, só a beterraba e meu pai me alugou o resto da noite por causa do incidente (acho que meu pai gosta muito de beterraba). "Case com quem quiser, desde que não seja com um policial" Eu nunca entendi bem o porquê desse conselho, mas meu pai pode ficar tranquilo porque eu não vou casar mesmo.
Escrito por Cris às 16h54
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Maquinaria
Chegamos ao show cedo e deu tempo de assistir Nação Zumbi, tomando cerveja e descalços com os pés na grama (que ainda não tinha virado lama). Aliás, o sol estava escaldante e, é claro, que eu fiquei com a marca do top, do relógio, da pulseira da segregação etc. Essa pulseira era obrigatória para maiores de 18 anos (que ficariam livres para beber), mas na verdade era uma pulseira que restringia o acesso à área "premium" do evento e nós só descobrimos isso quando tentamos ir aos banheiros do lado direito do palco (aqueles mesmos banheiros que eram livres nos shows do "Claro que é Rock" e "Radiohead") e o segurança disse: "Essa pulseira não dá acesso a este lado". Ao que o Ricardo respondeu "E onde é o banheiro dos pobres?" (por mim, eu mijaria nos pés do segurança só de raiva, mas eu ainda não estava bêbada). Eu só fiquei meio bêbada durante o show do Deftones, banda que eu não conhecia bem (graças a deus) e continuo não querendo conhecer. Mas como era a banda que antecedia o Jane´s no palco principal, eu tive que assistir o final do show já no meio dos fãs. E no empurra-empurra, nós finalmente chegamos à grade dos segregados (os degradados filhos de Eva). Bem eu ainda não estava colada na grade, tinha dois meninos na minha frente e o Ricardo começou a negociação pra eu chegar lá e assistir o show como se deve. Conseguimos convencer o cara com a camiseta do Faith No More a me emprestar o lugar dele (eu garanti que devolvia no final do show). Daí em diante foi só alegria. Eu me descabelei, estapeei a gorda-baleia-saco-de-areia que estava parada feito um poste ao meu lado direito e fiz o cara de Brasília que estava ao meu lado esquerdo passar a adorar Jane´s Addiction e só não chorei pra não atrapalhar a visão mágica do Dave Navarro à minha frente (sim, eu casaria com o Dave). Aí veio a chuva (choveu antes?). A chuva veio com o show do Brothers Of Brazil, eu estava parada admirando o João (é que eu acho ele interessante e talz...) e veio uma baqueta parar no meu pé. Peguei a baqueta e entreguei pro Ricardo (que é baterista, inclusive), mas como ele mesmo disse "O que se pode fazer com uma só baqueta?". Tentamos vender, trocar, emprestar e dar a baqueta... Tudo sem resultado. E não há mais nada a dizer. Eu amo Jane´s Addiction e achava que nunca assistiria a um show deles. E eu assisti! EU ASSISTI! 
Escrito por Cris às 10h03
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Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer

Escrito por Cris às 10h49
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Only shallow

Sleep Like a pillow Down(ward) And (Where) She won't care Anyway (where) Soft As a pillow Touch her there Where she won't dare Somewhere Sleep Like a (royal) (subject) Think That you grew Stronger there Speak Your trouble(s) She's not sc(ared) Soft like there's silk Everywhere Sleep (is a) pillow Come Where she won't dare Anyway (where) (Look) In the mirror She's not there Where she won't care Somewhere My Blood Valentine
Escrito por Cris às 10h10
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É disso que eu gosto
Quando criança nós almoçávamos e jantávamos todos juntos, minha mãe cozinhava bem e estava tudo maravilhoso. Acho que o primeiro contato consciente e sério (sério?) que tive com o alimento que ingeria foi quando achei um livro de receitas que tinha lá um boizinho todo demarcado. Na primeira oportunidade de colocar à prova meus conhecimentos, perguntei pra minha mãe que parte era aquela que estava no meu prato. Ela disse que era o rabo e eu me recusei a comer. Até então eu comia a rabada que ela fazia e era a coisa melhor do mundo com aquela batata fumegando no prato. Pois bem, aos dez anos, quando meus pais se separaram, meu irmão mais velho ficou responsável por cozinhar. O máximo que eu fazia era secar a louça a muito contra gosto, porque eu odiava ter que secar louça (eu ainda odeio). E num dia de cara feia, meu irmão me desafiou: - Na sua idade eu já entrava na cozinha! Ao que eu respondi: - Ah, mas entrar eu já entro. Ele fez cara de poucos amigos e não riu da piada. Vocês sabem que uma criança com dez anos não gosta de ser desafiada (e daí se eu ainda sou uma criança de dez anos que não gosta de ser desafiada?) Daí em diante eu passei a olhar o que e como ele fazia comida, até chegar o dia em que me arrisquei. Eu realmente não saberia dizer o que fiz primeiro na vida, porque faz tempo... E tem o fato de eu já ter feito um bolo horrível lá pelos meus oitos anos, então, pelo jeito não deve ter ficado tão bom assim. Meu irmão seguiu seu rumo e meu irmão do meio cozinhava muito mal (desculpe, Emer, mas você cozinha mal até hoje). Então a tarefa de cozinhar, na ausência da minha madrasta (que cozinha divinamente), era minha. E, veja, qualquer ser humano comum se contenta com arroz, feijão e um bife. Só que meu pai é vegetariano desde os dezoito anos. Me vi tendo que pensar em algo diferente a cada refeição, porque além de vegetariano ele também é uma criança: tem que chamar muito a atenção e o espírito tem que estar muito de bem com o mundo pra ele comer. Mais tarde, quando fui morar só, passei muitos dias comendo bolacha e tomando iogurte, porque eu não achava jeito nem horário de comprar o primeiro botijão de gás da minha vida. E eu fui, enfim, descobrindo que cozinhar é algo bom pra mim. Funciona como uma terapia e eu passaria horas na cozinha se pudesse. Adoro receber meus amigos, preparar algo diferente e viciei em sites e blogs culinários. Eu erro uma receita, mudo, tento de novo, desisto de alguns sabores e sempre tem um prato pelo qual eu sou lembrada e que vira motivo de piada. Não ligo, eu também faço piada. Também tem aquele que o povo sempre pede pra eu fazer. Gosto do ritual de escolher os ingredientes, de sentir o perfume de alho fritando no azeite, ficar namorando e falando com o bolo enquanto ele assa (sim, eu falo com a comida)... Eu assumo, eu amo cozinhar. Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, mas eu só estou cozinhando, oras! Em tempo: meu irmão, o carrasco que me fez começar a cozinhar aos dez anos, se profissionalizou no ramo e eu só como lula se é ele quem prepara. Agora, rabo... Rabo eu não como nem fodendo.
Escrito por Cris às 22h01
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Un Dernier Verre (Pour la Route)
Come sit at the table Under October's able skies Once we'd seen eye to eye I'd known that I'd pass you by, and I tried The bells chime Seven times Completed at nine The world moves slower, I find No, but I Learned of time By your hands And in shallow waters' end I learned not to swim, but to lie I'll wait for now 'Til it's ready to burn out I insist on doubts We're already lying on the glass The glass Beirut
Escrito por Cris às 11h28
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Castanholas - Apresentação da Cuadra (Sesc Pinheiros)

Foto: Leandro Pena http://flic.kr/leandropena
Escrito por Cris às 12h19
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Olé!

Escrito por Cris às 13h10
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