Onde houver certeza, que eu leve a dúvida


Um monte de baboseiras

Eu ando cansada. Fisicamente, mentalmente e socialmente.
Não vejo muito sentido na vida, mas ainda sim estou vivendo.
Mas é fato que eu ando bem menos tolerante com o mundo.
Tem um cara chato que todo dia arranja um jeito de me provocar... Ele faz indiretas (caralho, como eu odeio indiretas, lembra minha madrasta que passou a vida inteira me provocando desse jeito), ele fala que sou mal-humorada e blá-blá-blá... Eu só não gosto dele. É tão difícil assim entender e aceitar?
Não consigo me sentir à vontade na presença dele, por isso falo somente o indispensável. Mas ele força, minha gente, ele força demais a amizade. Fica querendo fazer piadinhas - mas ele tem um péssimo senso de humor e é superficial.
Fora isso, percebo que as pessoas não respeitam o meu silêncio, minha vontade de ficar só e quieta. Não é meu humor oscilante, é pura e simplesmente vontade de ficar quieta.
Eu lá sou um papagaio ou um cachorro pra ficar grasnando ou abanando o rabo pra todos?
E tem meu irmão que já está dormindo em casa faz um mês e me irrita: deixa cabelos na pia do banheiro, deixou a porta da geladeira aberta duas vezes, disse que ia pagar uma conta (de luz, telefone, sei lá), mas nunca mais tocou no assunto, lavou louça uma única vez etc etc.
E tem também meu velho questionamento acerca dos relacionamentos humanos, sobre o que é justo e onde começa o abuso.


Essa falta de respeito, a minha incapacidade de dizer não, meu total despreparo para cobrar quem me deve, esse site da Claro que não me deixa baixar um maldito arquivo, as pessoas que não sabem formular perguntas, os spammers, a prolixidade, a chuva, a falta de tempo para aproveitar o ócio e, principalmente, as idéias mirabolantes que eu não consigo colocar em prática: tudo isso me cansa e me faz falar um monte de baboseiras.
O que me salva é meu amigo, o melhor amigo (que é, na verdade, minha alma gêmea), que me liga, passa um trote e me faz rir exatamente no dia em que eu quero desistir de tudo.



Escrito por Cris às 09h50
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Haiti
The Arcade Fire

Haiti, mon pays,
wounded mother I’ll never see.
Ma famille set me free.
Throw my ashes into the sea.

Mes cousins jamais nes
hantent les nuits de Duvalier.
Rien n’arrete nos espirits.
Guns can’t kill what soldiers can’t see.

In the forest we are hiding,
unmarked graves where flowers grow.
Hear the soldiers angry yelling,
in the river we will go.

Tous les morts-nes forment une armee,
soon we will reclaim the earth.
All the tears and all the bodies
bring about our second birth.

Haiti, never free,
n’aie pas peur de sonner l’alarme.
Tes enfants sont partis,
in those days their blood was still warm.



Escrito por Cris às 11h45
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Do lado esquerdo carrego meus mortos.
Por isso caminho um pouco de banda.

Carlos Drummond de Andrade



Escrito por Cris às 14h56
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É HOJEEEE!



Escrito por Cris às 11h31
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Fazendo a D. Maria I

Gente, é muito ódio para meu coração, tenho que desabafar. Tem muita coisa que eu odeio, mas eu odeio muito, que me deixa louca:

- Histeria sem medida (há que ser histérica, posto que se é mulher, mas há que se manter a classe e o volume baixo)
- Bolsas da Betty Boop, do Snoopy e afins (quando eu vi uma senhora com a bolsa da Moranguinho, eu quase tive um treco)
- Mulher que só fala em homem
- Homem que só fala em mulher
- Gente prolixa
- "Pobrema", "pranejamento"
- Quem compra na 25 e jurapordeus que é Louis Vuitton original
- Quem "força" a amizade
- Compra e venda de favores / O 'jeitinho brasileiro'
- Quem só falta entrar no ônibus com o guarda-chuva aberto por causa da escova
- Homens que sentam arreganhando as pernas (sim, sei que todos fazem isso)
- Quem entra em fila pelo simples motivo de ser uma porra duma fila (e têm a pachorra de perguntar "essa fila é pra quê?")
- Um pseudo-amigo, sem noção, que surge no MSN falando que sonhou com você (bloqueio sem dó)

E, principalmente, odeio quem me acha chata só por odiar essas coisinhas insignificantes (em verdade, eu não ligo, mas achei que cabia mais um "ódio" aqui)



Escrito por Cris às 13h40
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Para tudo há salvação:

O arroz virou papa?
Junte um ovo, um punhado de cheiro verde bem picadinho, algum vegetal ralado, queijo ralado e farinha de trigo até dar o ponto de virar bolinho e frite em óleo bem quente.

O macarrão cozinhou além do ponto?
Não escorra. Junte na mesma água alguns vegetais cortados em cubos pequenos, um cubo de caldo de carne e faça uma sopa.

O feijão queimou?
Peça uma pizza.

Colocou muito sal na comida?
Sirva juntamente com uma grande jarra de água.

O bolo solou?
Sirva com sorvete e diga que é um brownie.

Como tirar cheiro de alho das mãos?
Esfregue pó de café.

Como tirar cheiro de pó de café das mãos?
Esfregue um peixe.

Como tirar cheiro de peixe das mãos?
Não me faça ser mal-educada.



Escrito por Cris às 10h10
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Sábios conselhos de pai:

"Brincadeira de mão não dá pé"
Essa em aprendi ainda muito pequena, mas eu nunca levei a sério e vivia na porrada com meus irmãos (admito que mais apanhava do que batia).

"Anote tudo, não confie na memória".
Esse é a minha lei. Quando uma pessoa começa a me pedir milhões de coisas, eu logo pego um papel, uma caneta e começo a anotar. Aliás, eu sempre tenho rascunhos à mão e tenho mania de fazer listas. Das listas de compras às listas mais bizarras do tipo "misturada":
- e-mail professor
- fazer unhas pés
- alface
- cabide
- carregar pilhas

"Nunca durma quando estiver cozinhando"
Certa vez eu coloquei umas beterrabas pra cozinhar, fui até o meu quarto e deitei um pouquinho pra descansar as pernas. Dormi profundamente menos de 2 minutos depois. A água da panela secou e eu só acordei com o vizinho gritando que tinha algo queimando. Era a porra da panela. Ninguém se machucou, só a beterraba e meu pai me alugou o resto da noite por causa do incidente (acho que meu pai gosta muito de beterraba).

"Case com quem quiser, desde que não seja com um policial"
Eu nunca entendi bem o porquê desse conselho, mas meu pai pode ficar tranquilo porque eu não vou casar mesmo.



Escrito por Cris às 16h54
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Maquinaria

Chegamos ao show cedo e deu tempo de assistir Nação Zumbi, tomando cerveja e descalços com os pés na grama (que ainda não tinha virado lama).
Aliás, o sol estava escaldante e, é claro, que eu fiquei com a marca do top, do relógio, da pulseira da segregação etc.
Essa pulseira era obrigatória para maiores de 18 anos (que ficariam livres para beber), mas na verdade era uma pulseira que restringia o acesso à área "premium" do evento e nós só descobrimos isso quando tentamos ir aos banheiros do lado direito do palco (aqueles mesmos banheiros que eram livres nos shows do "Claro que é Rock" e "Radiohead") e o segurança disse: "Essa pulseira não dá acesso a este lado". Ao que o Ricardo respondeu "E onde é o banheiro dos pobres?" (por mim, eu mijaria nos pés do segurança só de raiva, mas eu ainda não estava bêbada).
Eu só fiquei meio bêbada durante o show do Deftones, banda que eu não conhecia bem (graças a deus) e continuo não querendo conhecer. Mas como era a banda que antecedia o Jane´s no palco principal, eu tive que assistir o final do show já no meio dos fãs.
E no empurra-empurra, nós finalmente chegamos à grade dos segregados (os degradados filhos de Eva). Bem eu ainda não estava colada na grade, tinha dois meninos na minha frente e o Ricardo começou a negociação pra eu chegar lá e assistir o show como se deve.
Conseguimos convencer o cara com a camiseta do Faith No More a me emprestar o lugar dele (eu garanti que devolvia no final do show).
Daí em diante foi só alegria. Eu me descabelei, estapeei a gorda-baleia-saco-de-areia que estava parada feito um poste ao meu lado direito e fiz o cara de Brasília que estava ao meu lado esquerdo passar a adorar Jane´s Addiction e só não chorei pra não atrapalhar a visão mágica do Dave Navarro à minha frente (sim, eu casaria com o Dave).
Aí veio a chuva (choveu antes?). A chuva veio com o show do Brothers Of Brazil, eu estava parada admirando o João (é que eu acho ele interessante e talz...) e veio uma baqueta parar no meu pé. Peguei a baqueta e entreguei pro Ricardo (que é baterista, inclusive), mas como ele mesmo disse "O que se pode fazer com uma só baqueta?". Tentamos vender, trocar, emprestar e dar a baqueta... Tudo sem resultado.

E não há mais nada a dizer. Eu amo Jane´s Addiction e achava que nunca assistiria a um show deles. E eu assisti! EU ASSISTI!

 



Escrito por Cris às 10h03
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Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer



Escrito por Cris às 10h49
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Only shallow

Sleep
Like a pillow
Down(ward)
And
(Where)
She won't care
Anyway (where)
Soft
As a pillow
Touch her there
Where she won't dare
Somewhere
Sleep
Like a (royal)
(subject)
Think
That you grew
Stronger there
Speak
Your trouble(s)
She's not sc(ared)
Soft like there's silk
Everywhere
Sleep
(is a) pillow
Come
Where she won't dare
Anyway (where)
(Look)
In the mirror
She's not there
Where she won't care
Somewhere

My Blood Valentine



Escrito por Cris às 10h10
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